A dirigente Shirlei Bertordo representou o Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) no painel público “Tráfico de Mulheres e Meninas: educação popular feminista para implementar políticas públicas”, realizado no final de fevereiro, na Escola de Medicina da USP de Ribeirão Preto-SP.

A atividade contou com a participação de diversas lideranças de entidades e movimentos sociais, além de autoridades, e foi realizada pela Associação de Mulheres pela Paz. Dentre as discussões foram apresentados dados de uma pesquisa inédita sobre o tema, realizada em parceria com o Instituto Datafolha, a lei 13344/2016, que normatiza a prevenção e repressão ao tráfico interno e internacional de pessoas, o papel da Polícia Federal no combate a esse crime, e a operação que resgatou jovens transexuais aliciados em Franca e submetidos à exploração sexual. A temática também foi analisada com um recorte étnico-racial e de Direitos Humanos.

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No dia seguinte ao painel, o Sina participou de um curso de formação, realizado na cidade, reunindo 50 lideranças efetivas ou potenciais ligadas a ONGs, órgãos de governo, universidades e entidades. No curso, foram abordados temas como a perspectiva feminista sobre a incidência de mulheres traficadas, a vulnerabilidade das mulheres negras, orientação sexual e identidade de gênero como fatores agravantes no tráfico de pessoas, a desconstrução da coisificação da mulher.


Qualquer cidadão que presenciar ou testemunhar uma situação de crime de tráfico de pessoas pode denunciá-la através do Disque Direitos Humanos. Basta discar o número 100 no telefone para acessar o serviço. As denúncias visando a proteção de mulheres também podem ser feitas pelo Disque 180.