Divulgação/Sina

O presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), Francisco Lemos, participou, nesta terça-feira (16/4), ao lado de dirigentes da entidade, de sessão da comissão mista no Senado que discute a criação da Nav Brasil. A criação da empresa foi decidida no final do governo Temer, visando manter os serviços de Navegação Aérea prestados pela Infraero, transferindo-os para a nova empresa juntamente com os empregados da estatal que atuam na área.

Lemos participou ativamente das discussões, propondo aos senadores e participantes da sessão uma reflexão mais ampla sobre a transferência e cessão de trabalhadores da Infraero, a fim de permitir que um número maior de empregados da estatal possam ser abrigados na Nav Brasil.

“Dentre outras possibilidades, propus que pensássemos como podemos transferir o efetivo da Infraero para a Nav Brasil, além dos empregados ligados diretamente à Navegação Aérea. O que os parlamentares disseram é que há interesse também em outros profissionais, como advogados, engenheiros, enfim, em outros técnicos”, comenta Lemos.

“A preocupação do Sina é com a categoria em geral. Não estamos jogando contra ninguém. Inclusive, queremos discutir a Infraero como um todo e com todos os empregados, incluindo os da Navegação. Se é pra ser cessão, deve ser cessão para todo mundo. Já ouvimos vários trabalhadores da Navegação Aérea que estão preocupadíssimos em perder os direitos do acordo coletivo. Se a cessão for feita, eles continuarão sendo atendidos pelo acordo”, afirma o presidente do Sindicato.

Ainda durante a sessão no Senado, Lemos conversou com o major-brigadeiro Pompeu Brasil, que está a frente da implantação da Nav Brasil. O major-brigadeiro informou que, se os processos ocorrerem por cessão, a Nav Brasil não levará o passivo trabalhista dos empregados da Infraero. “Com isso, sobrará mais dinheiro para trazer outros trabalhadores, inclusive PSAs, que poderão fazer, por exemplo, a parte de segurança das EPTAs”, explica Lemos.

“Nessa possibilidade, os trabalhadores da Manutenção poderão também ser cedidos à Nav Brasil para a manutenção predial e outras. Como presidente do Sindicato, eu jamais, em hipótese alguma, vou jogar contra a categoria aeroportuária. Estamos estudando novas possibilidades, e nosso pensamento é na categoria como um todo. Advogados, engenheiros, técnicos, economistas tem o mesmo valor para mim que os companheiros da Manutenção, os fiscais de pátio, o pessoal da Segurança e do Administrativo. Queremos salvar todos”, ressalta.

A cessão, na visão do presidente do Sindicato, também pode proteger a Infraero, sob ameaça de extinção. “Conversei com o brigadeiro a possibilidade de ser cessão, para manter a Infraero viva, pois ela não poderá ser liquidada se mantiver o vínculo empregatício de seus funcionários. Todavia, estamos propondo que seja transferência e cessão, combinadas, e que essa transferência ocorra de forma gradativa, pra dar tempo ao tempo, para que possamos ver o futuro da Infraero”, diz Lemos.

O dirigente destaca que o Sindicato sempre vai pensar na categoria como um todo. “Para nós, aeroportuário é um só, não tem aeroportuário de primeira, ou de segunda prioridade. Vai desde aquele que faz a pavimentação, manutenção, trabalha na chuva e no sol no pátio, aos engenheiros, médicos, advogados. Pensamos na categoria como um todo e em manter a Infraero viva. Somos todos aeroportuários, graças a Deus”, afirma.  Veja abaixo o áudio da fala do presidente do Sina à categoria.