Da criação da Infraero, em 1973, até a nova Constituição, em 1988, os aeroportuários não podiam se organizar através de um Sindicato, ou fazer greve. Os reajustes salariais, por exemplo, eram definidos pela legislação ou por decisão do Ministério da Aeronáutica e apenas informados aos trabalhadores, sem nenhum espaço para negociação.

aniversina

A Constituição de 88, no entanto, assegurou aos trabalhadores de estatais o direito de criação e associação em sindicatos. Desde esse momento, um amplo debate se instaurou para a criação de um sindicato de trabalhadores da Infraero.

O Sina foi fundado em 17 de novembro de 1988, pouco mais de um mês após a promulgação da nova Constituição. Primeiro, o Sina reuniu os aeroportuários da base de São Paulo mas, em pouco tempo, a categoria aderiu ao movimento em todas as bases do país. Em 1989, foi definida nossa data-base: 1º de maio. E essa luta continua até hoje.

Nesta segunda-feira (17/11), o Sina completou 26 anos de luta em defesa dos direitos dos aeroportuários brasileiros, hoje atuantes tanto na Infraero como na iniciativa privada. Ao longo dessa trajetória, conquistamos muitos direitos, através da luta incansável dos trabalhadores, como garantir auxílio creche, odontológico, vale-alimentação, cesta básica, benefícios sociais para companheiros/as de mesmo sexo. Esses direitos estão expressos em nossos acordos coletivos de trabalho. Também estamos em discussão avançada sobre o novo PCCS (Plano de Cargos Carreiras e Salários) na Infraero.

Além da Infraero, negociamos os acordos com várias concessionárias e gestores em todo o país, incluindo as cinco concessionárias que administram os aeroportos concedidos pelo governo. Defendemos também os direitos dos aeroportuários que atuam em aeroportos de pequeno e médio porte privados (CLIQUE AQUI e veja acordos já assinados).

Diante da privatização dos aeroportos da Infraero, lutamos pela manutenção dos empregos e conseguimos garantir estabilidade, até 31 de dezembro de 2020, para os aeroportuários ligados à estatal. Esse acordo, inédito em nosso país e em vários outros, foi divulgado pela ITF como um modelo de negociação vitoriosa dos trabalhadores em defesa dos postos de trabalho num processo de privatização.

Somos mais de 15 mil trabalhadores espalhados pelo Brasil, com enormes desafios para enfrentar em defesa de uma infraestrutura aeroportuária que dê conta das necessidades do país e dos brasileiros/as. Uma luta que se dá, principalmente, para garantir qualidade de vida, ambiente de trabalho decente e seguro, remuneração justa e perspectivas para os trabalhadores aeroportuários em cada recanto do país. Mas que contribui também com o aprimoramento da aviação civil nacional, ao lado dos companheiros aeronautas e aeroviários e de todos os trabalhadores brasileiros. Ao lado da CUT, da ITF, da CNTT/CUT, das entidades internacionais ligadas à aviação, como a IFAIMA e IFATCA, para que nosso país seja protagonista e também cumpridor das normas que fazem a aviação mais segura.

Feliz 26 anos Sina! Essa luta é feita por todos e para todos nós aeroportuários/as!