O Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) reuniu-se com a bancada patronal das concessionárias que administram os aeroportos de Cumbica, Viracopos, Brasília, São Gonçalo do Amarante, Confins e Galeão, no último dia 17, na primeira rodada de negociação da data-base 2018/19.

A entidade defendeu a proposta aprovada pelos aeroportuários em assembleia, e as concessionárias apresentaram uma contraproposta que, na avaliação do Sindicato, não merece sequer ser levada em consideração, por desrespeitar gravemente os direitos históricos conquistados pela categoria.

“Infelizmente, as concessionárias trouxeram uma contraproposta que lesaria os aeroportuários, tanto em relação ao reajuste salarial, quanto às cláusulas sociais, que protegem, por exemplo, as trabalhadoras em período de maternidade. A proposta é desrespeitosa, indecente, e o Sina não irá levá-la em consideração. Apesar da deforma trabalhista em vigor, vamos lutar para que os patrões tenham mais bom senso e respeito com a classe trabalhadora”, afirma o diretor jurídico da entidade, Marcelo Tavares.

O Sindicato reivindicou na rodada que as empresas apresentem uma nova contraproposta, que reconheça as mulheres e homens que, com seu trabalho, não só geram o lucro desses patrões como contribuem ativamente para que a aviação brasileira continue sendo uma das mais seguras do mundo, atuando na infraestrutura aeroportuária. “Respeito é o que queremos. Hoje, mais do que nunca, a categoria tem que estar ao lado do Sindicato para lutar pela manutenção do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Agora é tudo ou nada”, ressalta Tavares.

O dirigente explica que a categoria tem que estar do lado certo, ao lado do Sindicato, unida de verdade, filiando-se e parando de fazer “fogo amigo”, porque o momento é grave em todo o país, com todas as categorias de trabalhadores, e mesmo que o Sindicato esteja sempre aberto a críticas, o momento é de guerra e, portanto, é preciso mais união do que nunca. Do contrário, há um enorme risco de se perder inúmeros direitos já conquistados.

“Esperamos das concessionárias uma contraproposta decente. Do contrário, vamos convocar assembleias, mas não para analisar essa contraproposta que apresentaram na primeira rodada e sim para saber o quanto os trabalhadores/as estão dispostos a lutar junto com a entidade pelo seu ACT. Se fragilizarem as relações do trabalho, dilapidando direitos conquistados, consequentemente veremos fragilizada a segurança das operações como um todo”, completa Tavares.