O Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) recebeu, através do canal de atendimento do site, denúncias de que os cortes de pessoal feitos pela concessionária GRU Airport, no ano passado, geraram prejuízos que podem impactar na segurança operacional do Aeroporto de Guarulhos.

O Centro de Operações de Emergência (COE), um setor crítico em qualquer terminal aeroportuário, que na GRU Airport antes pertencia à Gerência de Resposta à Emergência, passou a responder ao Centro de Controle Operacional (CCO). Com isso, funcionários do CCO passaram a atuar no COE em funções para as quais não foram contratados, nem receberam treinamento. Sem o devido conhecimento das rotinas, esses trabalhadores têm vivido em estresse por não saber como responder a várias demandas de Emergência, estando muitas vezes sós, sem funcionários do COE para orientá-los. Dentre os atendimentos que realizam estão acidentes e incidentes aeronáuticos. A formação do COE é específica e extensa, ressaltam os trabalhadores.

Os aeroportuários também denunciam a prática de salário diferenciado para a mesma função, o que é irregular. Segundo as denúncias, técnicos de nível I e II têm salários diferenciados (os de nível II ganham mais), mas realizam as mesmas atividades. Essa diferença salarial e a falta de critérios transparentes nessas promoções vêm gerando descontentamento e desmotivação no grupo de trabalhadores.

O Sina está averiguando as denúncias relatadas e ressalta a importância da manutenção dos postos de trabalho no Aeroporto, assim como do treinamento, critérios e pagamento adequado para cada função. “Os trabalhadores precisam trabalhar com segurança, de forma adequada, assistidos por profissionais mais experientes, principalmente em áreas críticas do Aeroporto. Vamos averiguar a denúncia e buscar uma solução e a proteção desses funcionários”, afirmam os dirigentes do Sina.

A entidade reforça a importância dos trabalhadores utilizarem o canal de denúncias do site (no link Fale Conosco em www.sina.org.br), reportando qualquer irregularidade cometida por empresa aeroportuária, para que o Sindicato possa apurar os casos e tomar providências.